sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O NOVO TESTAMENTO

Era uma vez , uma miuda independente. Frágil porem. Chamava-se Tita. Pensava que já sabia tudo sobre o amor. Aos vinte e tais somos todas pros no amor. Aos trintas é que nos damos conta que o amor é um cubo de Kubrick e que para tudo bater certo é preciso muita paciencia .Ou acabamos por desistir.
A Tita tinha um bébé. Sozinha. Era feliz assim. Mesmo muito feliz. Para alem de amor , dava-lhe tudo do bom e do melhor. E esperava impacientemente que ele crescesse para ter companhia.
A Tita não tinha auto estima. Pensava que o seu unico papel no mundo era ser mae do bebe.
Então não se importava com coisas do coração. Tinha tido um desgosto enorme no passado. Tinha-se deixado humilhar por amor.
Não resultou. Implorou. Ela nessa altura até era bonita. Magrinha e sem as marcas q a gravidez lhe tinha deixado. Mas a beleza nao foi suficiente.
Então depois desse homem, não estava disposta a mais nada. Ficou com o bébé para ela.
Até se tornar amiga do rapaz das ventoinhas.
Conheceram -se num site internacional. Gente de toda a parte do Mundo. E logo o rapaz das ventoinhas e ela eram os unicos portugueses. E... coincidencia do destino passadas umas semanas iria estar na cidade dela.
-Bebemos um café?
A Tita não estava virada pra essas coisas. Depois zangaram -se. Depois ficaram bem. Trocaram numeros de telefone.
Um dia, a Tita soube pelo Telejornal que a sua melhor amiga da adolescencia tinha morrido.
Foi um tiro no peito.
Ao mesmo tempo o rapaz ligou lhe e tiveram horas a falar.
Apartir daí nunca mais os telefones se deixaram de ligar. Poemas, prosa, chamadas.
Até que como virtualmente tudo estranha se vão afastando.
Meses depois... o telefone toca.
O rapaz das ventoinhas esta na cidade. Quer ver a TiTA. É noite.
To be continued...

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